Beleza com propósito

Beleza é subjetiva, mas nunca superficial. Cada objeto que consideramos belo guarda em si um pedaço de quem somos e do que vivemos.

Acredito que todo objeto carrega um significado. Mas nem sempre percebemos isso de imediato. Muitas vezes, chamamos algo de “bonito” sem parar para pensar no porquê. O belo, afinal, é sempre subjetivo.

O que cada um de nós reconhece como belo é resultado de um conjunto de influências: nossas referências culturais, a casa onde crescemos, as cores e formas que nos cercaram nos anos formativos, as memórias que guardamos e até os valores que herdamos. Tudo isso cria uma perspectiva única através da qual vemos o mundo.

Claro que existem conceitos universais dentro da estética. Certas cores transmitem calma, outras despertam energia, e algumas formas nos parecem naturalmente harmoniosas. Mas quando levamos isso para o contexto de uma casa, populada por uma diversidade de objetos, a noção de beleza se torna profundamente pessoal. O que para mim soa como harmonia, para outra pessoa pode parecer disperso para outra.

Quer ver só? Observe a foto deste post, e então volte aqui no texto. O contexto onde essa foto foi tirada é uma cafeteria em uma das áreas mais nobres de Seul. No entanto, nós brasileiros, ao olharmos essa xícara somos imediatamente lembrados da linha "Duralex". Então, para os coreanos que frequentam esta cafeteria, esta é apenas uma bela xícara de vidro colorido. Enquanto isso, um brasileiro pode ter essa visão de beleza alterada por um pré-conceito de que esta xícara é apenas um produto econômico e produzido em massa. Já outro brasileiro pode ver beleza na xícara, que o despertou uma memória afetiva da casa de sua avó enquando está do outro lado do mundo.

É aí que a beleza ganha propósito: quando deixamos de vê-la como mera aparência e passamos a enxergá-la como a expressão de nossas próprias histórias e emoções. O que chamamos de belo, na verdade, é aquilo que toca algo íntimo dentro de nós... mesmo que não saibamos explicar exatamente o motivo.

Na Cos.me, penso cada peça não apenas como forma ou cor, mas como um convite a essa descoberta. Que você possa olhar para um objeto e se perguntar: por que ele me atrai? Que memória, sensação ou valor ele desperta? Porque acredito que a verdadeira beleza acontece quando conseguimos nos reconhecer nela.